Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de setembro de 2012

No coração da Igreja serei o AMOR


Meus imensos desejos me eram um autêntico martírio. Fui, então, às cartas de São Paulo a ver se encontrava uma resposta. Meus olhos caíram por acaso nos capítulos doze e treze da Primeira Carta aos Coríntios. No primeiro destes, li que todos não podem ser ao mesmo tempo apóstolos, profetas, doutores, e que a Igreja consta de vários membros; os olhos não podem ser mãos ao mesmo tempo. Resposta clara, sem dúvida, mas não capaz de satisfazer meu desejo e dar-me a paz.
Perseverei na leitura sem desanimar e encontrei esta frase sublime: Aspirai aos melhores carismas. E vos indico um caminho ainda mais excelente (1Cor 12,31). O Apóstolo esclarece que os melhores carismas nada são sem a caridade, e esta caridade é o caminho mais excelente que leva com segurança a Deus. Achara enfim o repouso.
Ao considerar o Corpo místico da Igreja, não me encontrara em nenhum dos membros enumerados por São Paulo, mas, ao contrário, desejava ver-me em todos eles. A caridade deu-me o eixo de minha vocação. Compreendi que aIgreja tem um corpo formado de vários membros e neste corpo não pode faltar o membro necessário e mais nobre: entendi que a Igreja tem um coração e este coração está inflamado de amor. Compreendi que os membros daIgreja são impelidos a agir por um único amor, de forma que, extinto este, os apóstolos não mais anunciariam o Evangelho, os mártires não mais derramariam o sangue. Percebi e reconheci que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo, abraça todos os tempos e lugares, numa palavra, o amor é eterno.
Então, delirante de alegria, exclamei: Ó Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação: minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, tu me deste este lugar, meu Deus. No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo, e meu desejo realizará.
Referência: Santa Teresa do Menino Jesus e Sagrada Face. História de uma Alma – manuscritos autobiográficos. São Paulo: Paulinas, 1985, p. 201.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O Amor é o seu nome e o seu rosto

Certamente se a gente fizesse uma pesquisa aqui no blog pedindo aos leitores que definissem, em uma palavra, quem é Deus, não demoraria muito e alguém diria: Deus é amor!
Isso até me faz lembrar da música “Quem é esse Deus?” da Comunidade Católica Shalom. Tem um verso que canta: “Quem é esse Deus que o amor é o seu nome e o seu rosto?”
Antigamente, muitas vezes percebíamos a frase ‘Deus é amor!’ nos adesivos dos carros e letreiros espalhados pela cidade... Inclusive nosso saudoso Papa Bento XVI, no início de seu pontificado escreveu uma Carta Encíclica chamada Deus Caritas est, ou, traduzindo, Deus é amor!
De fato, isto é uma grande verdade, que podemos experimentar a cada dia.
Pois se Deus é amor, logicamente a única coisa que Ele pode fazer é amar, amar e amar...
Então, este é um post sobre o Amor de Deus!
Hoje no Facebook é comum as pessoas postarem imagens de brincadeiras e de brinquedos antigos acompanhados do texto, ‘se você fez isto, teve infância’, ou então, ‘se você teve um desse, você teve infância’.  Na mesma onda eu vou dizer: se você ouviu sua mãe ou outra pessoa dizer ‘não faz isso que Deus castiga’, você teve infância. Sim, porque as pessoas utilizam desta tática “terrorista” para “ajudar” na nossa educação, e com isto, desde criança nós nos acostumamos à figura de um Deus vingativo, que castiga quem não faz a sua vontade.
Sem falar que muitas vezes, quando ainda estamos na catequese, aprendendo sobre o Velho e o Novo Testamento, vamos percebendo que parece que o Deus que é apresentado no Velho  Testamento é um, e o que é apresentado no Novo é outro. O primeiro é Criador, mas vingativo, que põe fogo e que inunda, conforme sua própria vontade, e o segundo por sua vez já é amoroso, capaz de se doar na cruz para nos resgatar etc. Evidentemente, está é uma visão deturpada da História de Amor de Deus. De fato, estamos falando de um único Deus que nunca deixou de nos amar, que sempre esteve do nosso lado e que sempre agiu unicamente por amor para que o bem prevalecesse. Foram várias tentativas de resgatar o homem para si. Deus nos ama como um Pai zeloso e amoroso, mas que, como qualquer outro pai, se for preciso corrige seus filhos porque deseja o melhor para cada um. Um Pai que dá aquilo que o Filho precisa e não, necessariamente, o que o filho quer e na hora que deseja. Como disse Santo Agostinho: “Deus não permite um mal menor se não consegue tirar disso um bem maior.” 
O amor de Deus por nós é infinito, sem limites, sem condições... Deus não impõe condições para nos amar... Por isso, tanto aquele jovem que não está nem aí para Jesus, como aquele que não vive sem Jesus são amados, infinitamente, da mesma forma, por Deus.
Quem ama não vê limites, como lembra Santo Agostinho: “A medida do amor, é amar sem medida!” E assim também aconteceu com Deus, Ele não viu limites. A conseqüência extrema do amor de Deus por nós foi a entrega de seu único Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, para que a humanidade fosse resgatada de uma vez por todas. Conforme está escrito na Palavra: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3,16) 
Se Deus nos ama com amor de Pai, de forma incondicional e infinita, porque não experimentarmos do seu amor?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O AMOR Conquista Tudo!

Dave era um garoto normal do Texas, que fazia o ensino médio, e gostava de mexer em carros. Ele tinha uma boa família cristã e cresceu aprendendo a ser fiel a Deus, à família e ao país. A garota que ele gostava na escola, Brenda, achava que ele era um pouco exagerado, quando um dia ele falou para ela no corredor do colégio que a amava. Ela deu um tapa na cara dele, pedindo para nunca mais repetir aquilo, a não ser que fosse de verdade.

Alguns anos depois, depois de ter passado mais tempo com ela – namorando com pureza, e mostrando que ele realmente se importava – Dave pediu Brenda em casamento. Ela disse sim, e pouco depois, estavam casados. Então, um dia chegou uma carta: Dave tinha sido chamado para servir no exército durante a guerra do Vietnam. Como não queria descumprir a ordem, e também não queria morrer, Dave escolheu a Marinha, imaginando que isso lhe traria mais segurança, por estar na água, ao invés de se meter em combate na selva. Logo ele descobriu que tinha sido selecionado para servir em uma unidade especial da Marinha, atuante em rios. Depois de um treinamento rigoroso de patrulhamento de rio, Dave teve uma folga de 10 dias para ir para casa. Ele aproveitou o tempo com Brenda, e no dia da partida para o Vietnam ele beijou Brenda e prometeu: “Bebê, eu vou voltar sem nenhuma cicatriz”. Mal sabia que a palavra “cicatriz” teria um novo significado para ele.

Ele voou para o Vietnam, onde serviu na linha de frente contra os vietcongues. Nos oito meses que se seguiram, Dave manteve sua fé. Ele foi treinado para se manter fiel aos homens com que servia, e a sua mulher, Brenda. Enquanto muitos outros soldados cediam e se entregavam a aventuras com drogas, pornografia, ou prostitutas, Dave manteve-se firme em seus votos. Ele estava apaixonado, e guardava todas as premiações para dar de presente a Brenda – dinheiro que ele guardava para ela, ao invés de gastar em atos frívolos de auto satisfação.

Faltando apenas uma semana para receber uma viagem paga ao Havaí para aproveitar com Brenda cinco dias de uma segunda lua de mel, durante um intenso tiroteio em 25 de julho de 1969, com os vietcongues bem próximos, a unidade de Dave sofreu uma emboscada. Seus colegas sobreviveram ao ataque, mas alguma coisa (uma bala ou um estilhaço) deixou uma pequena marca em sua bochecha. Dave tirou o pedaço de metal sem dificuldade, e agradeceu por estar vivo. Mas essa era uma pequena cicatriz. Seria o próximo dia que mudaria sua vida para sempre.

Era 26 de julho de 1969, perto da fronteira com o Camboja, quando a unidade de Dave subiu o rio para fazer o patrulhamento da mesma área onde tinha ocorrido o intenso combate do dia anterior. Enquanto o barco deslizava suavemente, tudo estava quieto. Dave sentiu que algo estava errado. Ele se abaixou e apanhou uma granada, puxou o pino, e preparou-se para atirá-la, pretendendo criar uma cortina de fumaça para encobrir seu barco.

Mas uma luz piscou como em um flash, e o mundo pareceu explodir. Um combatente tinha atirado em Dave, atingindo sua mão, e a granada, que estava apenas a centímetros de sua face. Ela explodiu.
Em um instante, o corpo de Dave estava pegando fogo; o lado direito de sua face estava destruído. Ele pulou na água e nadou até a margem, onde desmaiou, ainda em chamas. Ele foi resgatado por um helicóptero, e o médico chegou a pensar que ele estava morto. Mas ele resistiu, e foi levado até o Japão, e depois de um tempo de recuperação, foi mandado de volta a San Antonio, Texas.

O soldado na cama ao lado estava sem pele, queimado da cabeça aos pés. Dave ouviu a mulher dele chegar, e jogar a aliança aos pés dele. Ela disse que nunca mais poderia andar com ele na rua. E saiu. Enquanto Dave esperava por Brenda, ele temia o pior. Como poderia ele, um “monstro com a face deformada”, ficar com uma mulher linda como Brenda, muito menos continuar sendo o amor de sua vida?

Ali estava ele – apenas um resquício do homem que tinha beijado Brenda na despedida oito meses atrás. Tudo que ele podia fazer era esperar, e temer. Finalmente, Brenda chegou. Como não conseguia identificar Dave pela aparência, ela se aproximou de sua cama e conferiu o nome escrito no seu prontuário, e a etiqueta de identificação em seu pulso, para ter certeza que era ele. Então, ela se inclinou e o beijou... na face. “Eu quero que você saiba que eu te amo”, ela disse, enquanto olhava para ele, no olho do lado bom de sua face. “Bem vindo a casa, Dave”.

Brenda permaneceu o quanto foi permitido a ela naquele dia, e, através do seu amor, a esperança reacendeu no coração de Dave.

Dave começou a experimentar o amor de um modo que jamais tinha imaginado, desde quando tinha dito o seu “sim”, em 15 de julho de 1967. O “sim” de Brenda se tornou um compromisso diário. Ela realmente foi sincera em seus votos, e os manteve. O corpo de Dave permaneceu desfigurado, e Brenda permaneceu completamente fiel. Deus foi fiel a ambos, e agora, trinta e nove anos depois, Brenda e Dave ainda vivem um maravilhoso amor, com dois filhos, e alguns netos, o fruto duradouro de seu casamento fiel.
O casamento deles foi feito no céu, fortalecido durante a guerra, e para sempre marcado pelos votos fiéis de um amor que queima mais profundamente do que qualquer granada, e que fala mais alto do que qualquer cicatriz.

Traduzido e adaptado do livro “Teologia do Corpo para Jovens” (Theology of the Body for Teens, de Brian Butler, Jason Evert e Crystalina Evert, p. 119-120, Eed. Ascension Press, 2006)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Deus vos chama a ser santo



"Deus vos chama a respeitar-vos também no namoro e no noivado, pois a vida conjugal que, por disposição divina, está destinada aos casados é somente fonte de felicidade e de paz na medida em que souberdes fazer da castidade, dentro e fora do matrimônio, um baluarte das vossas esperanças futuras"
(Bento XVI)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O amor existe?!



   Dentro de meu ser ainda há esperança que o amor ainda existe, de que ele ainda pode nascer nas pessoas e crescer em meio essa sociedade corrida dos dias de hoje.
   Muitas pessoas dizem que amam, mas esse amor se esvai em segundos. Casam e se divorciam e ao serem questionadas o porquê da separação, põem a culpa no fim do amor. Mas que amor é esse que se finda? Se se findou, não foi amor.
   Amor é aquele que nasce em uma troca de olhares e se confirma com a frase: até que a morte nos separe, dita em cima do altar. E se realmente for amor, nascido da fé, vindo de Deus, a morte os separará, porém após a morte se unirão para uma vida eterna nos céus.
   E não existe esse amor apenas entre um homem e uma mulher que se unem em um só para viver a felicidade. Há o amor entre amigos, que é um sentimento mais inexplicável que existe. Quem não daria a vida por um verdadeiro amigo? Quem não faria de tudo para ver um sorriso no lugar de uma lágrima?
   O amor continuará existindo enquanto houver pessoas que o cultivem e acreditem em sua força. Amor é fazer o distante, perto. É fazer o feio, bonito. É fazer o impossível, possível.
   Se você acredita na existência do amor, não deixe que ele morra. CULTIVE, AME!

Fonte: Blog Sonhos de Meninas